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About the Site

O Forrozinho.com.br nasceu de uma inquietação pessoal. Depois de muitos anos vivendo o forró de perto, dançando, viajando, frequentando casas e conhecendo músicos, senti que precisava fazer algo além de apenas participar. Precisava colaborar.

Sou analista de sistemas, atualmente estudando Psicologia, e sempre fui um grande fã e admirador do forró pé de serra. Essa combinação entre tecnologia, pessoas e cultura popular me levou naturalmente à criação do site. O Forrozinho é minha tentativa de apoiar quem realmente mantém essa cultura viva: bandas, músicos, DJs, produtores e organizadores que se esforçam muito — muitas vezes além do limite — para que tudo aconteça.

Minha relação com o forró vem de longe. Itaúnas marcou profundamente minha trajetória. Estive lá em 2003, 2004, 2006, 2013, 2022 e 2024. Voltar tantas vezes não é coincidência. Itaúnas é um lugar onde o forró pulsa de outro jeito. A música não é só entretenimento — é identidade, é encontro, é memória coletiva.

No Rio de Janeiro, frequentei espaços como Malagueta, Ballroom, Lagoinha, Casa Rosa, Democráticos, Lapa 40 Graus, Forró do Cantinho, Forró da Lagoa, entre outros. Cada lugar com sua energia, sua história, seu público. O forró sempre trouxe algo muito específico: alegria simples, conversas longas, risadas fáceis, ambiente acolhedor. A música animada cria proximidade. A dança cria conexão. As pessoas se encontram de verdade.

Sim, existem problemas. Como em qualquer cena cultural. Mas eles não anulam a potência do que o forró representa. Pelo contrário, reforçam a necessidade de fortalecer quem está ali sustentando tudo.

O que despertou a criação do Forrozinho foi perceber a situação do forró no Rio de Janeiro, especialmente quando comparado a São Paulo e Belo Horizonte. Nessas cidades, a cena parece mais estruturada e mais organizada digitalmente. No Rio, vi talentos incríveis, eventos lindos, mas pouca integração e pouco suporte tecnológico.

Como analista de sistemas, enxerguei uma oportunidade de usar tecnologia para organizar, divulgar e dar suporte à cena. Como estudante de Psicologia, reconheço o impacto emocional e social do forró: ele cria pertencimento, regula emoções, aproxima pessoas, constrói comunidade.

O projeto utiliza tecnologias modernas, incluindo ferramentas de inteligência artificial, para organizar dados, estruturar informações e ampliar a divulgação. Isso nos permite crescer mais rápido e estruturar melhor o conteúdo. Ao mesmo tempo, estamos sujeitos a erros. Informações podem ficar desatualizadas, interpretações podem não refletir exatamente a realidade de um evento ou artista. Por isso, o alerta e a colaboração de todos são fundamentais.

Há botões de correção de conteúdo, sugestões, críticas e, principalmente, de apoio espalhados por todo o site. Este projeto não é fechado. Ele precisa ser construído coletivamente.

Eu sou uma pessoa só. Vou falhar. E espero falhar — porque isso significa que estou tentando. Conto com o carinho, a paciência e a colaboração de todos para manter esse projeto vivo. Não será fácil. Ao longo dos anos, vi muitos projetos parecidos nascerem com força e morrerem pelo caminho.

O Forrozinho só vai continuar existindo se for sustentado por uma rede. Se for feito junto. Se for cuidado por quem ama essa cultura tanto quanto eu.